| Enviar esta foto por e-mail |
|
Paradoxando...
14 de novembro de dois mil e oito. Ante-ante-ante-ante-antevéspera do meu vigésimo... sétimo?? Ooooohhh! aniversário. Vinte e três horas e cinqüenta e sete minutos. Céu sem estrelas, vento parado, calor escaldante, pensamentos preguiçosos, uma música melancólica, novembro indo embora, dezembro (e suas hipocrisias) acenando e dedos atacando um teclado amarelado é tudo que tenho ao meu dispor hoje. Nada mais, nada menos. É surpreendente como a vida pode ser tão bela, cheia de sentido, colorida, dinâmica e ao mesmo tempo monótona, nebulosa, complexa e passageira. Já parou pra pensar em como em alguns momentos somos tão imbatíveis, verdadeiros superhomens morais e no instante posterior um golpe de perguntas, tristezas, espanto e sentimentos obscuros nos invadem como o odor de uma Alfazema suplanta um ambiente perfumado com fragrâncias finas. Uma espécie de horizonte nublado: encantador, mas nostálgico e carregado de lembranças.
Sei que são paradoxos como este que tornam o ser humano, repleto de dialéticas inexplicáveis e sensações contraditórias capazes de nos transmutar em algo provisoriamente estranho, mas que no fundo é parte de nós mesmos – o chamado “lado negro da força”. A essência da questão é saber lidar com essa alternação de humores, pensamentos e embates cognitivos. Mas como encarar esta guerra se somos tão frágeis quanto nossa sinceridade?. Bastam alguns elementos como ausência de distorções elétricas, palmas, percussões, uma pitada de meia luz e uma dúzia de minutos mergulhados no nosso próprio “eu” e alguns olhares para o alto para que nosso castelo de boas expectativas, sorrisos e fraternidade desmoronem. É isso. Somos influenciados por tudo, menos por nossos próprios valores. Aliás, essas circunstâncias (boas ou más) é que fundamentam a construção dos nossos princípios e estado de espírito (?).
Não sei. Esta é uma noite sem muitas respostas para mim. Lanço as perguntas como se joga papel picotado nos arranha-céus cariocas em fim de ano. Perguntas para a vida, sobrevida, morte, certo, errado, bom, mal, amigos, inimigos, amor, paixão, momentos, eternidade e outros questionamentos semi-inexplicáveis e autointerpelações indignas de citação. Definitivamente não temos todas as respostas que gostaríamos e isto nos massacra, nos faz oscilar entre instantes de felicidade e completa resignação, mas, principalmente, traduz-se em uma busca constante de sentido para tudo que fazemos, falamos, pensamos. Esta procura é trilhada por espinhos, pedras, pessoas, fatos, problemas, contentamento, os quais juntos unem-se na busca de uma sensação comumente chamada de felicidade. Felicidade esta variável, conforme já falado, de acordo com os elementos componentes da atmosfera psicológica existente em determinado lugar, a uma certa hora e incidente sobre determinada pessoa. E você? Estava feliz quando começou a ler isto?
14/11/2008 Publicada por shirlinha
14 de novembro de dois mil e oito. Ante-ante-ante-ante-antevéspera do meu vigésimo... sétimo?? Ooooohhh! aniversário. Vinte e três horas e cinqüenta e sete minutos. Céu sem estrelas, vento parado, calor escaldante, pensamentos preguiçosos, uma música melancólica, novembro indo embora, dezembro (e suas hipocrisias) acenando e dedos atacando um teclado amarelado é tudo que tenho ao meu dispor hoje. Nada mais, nada menos. É surpreendente como a vida pode ser tão bela, cheia de sentido, colorida, dinâmica e ao mesmo tempo monótona, nebulosa, complexa e passageira. Já parou pra pensar em como em alguns momentos somos tão imbatíveis, verdadeiros superhomens morais e no instante posterior um golpe de perguntas, tristezas, espanto e sentimentos obscuros nos invadem como o odor de uma Alfazema suplanta um ambiente perfumado com fragrâncias finas. Uma espécie de horizonte nublado: encantador, mas nostálgico e carregado de lembranças.
Sei que são paradoxos como este que tornam o ser humano, repleto de dialéticas inexplicáveis e sensações contraditórias capazes de nos transmutar em algo provisoriamente estranho, mas que no fundo é parte de nós mesmos – o chamado “lado negro da força”. A essência da questão é saber lidar com essa alternação de humores, pensamentos e embates cognitivos. Mas como encarar esta guerra se somos tão frágeis quanto nossa sinceridade?. Bastam alguns elementos como ausência de distorções elétricas, palmas, percussões, uma pitada de meia luz e uma dúzia de minutos mergulhados no nosso próprio “eu” e alguns olhares para o alto para que nosso castelo de boas expectativas, sorrisos e fraternidade desmoronem. É isso. Somos influenciados por tudo, menos por nossos próprios valores. Aliás, essas circunstâncias (boas ou más) é que fundamentam a construção dos nossos princípios e estado de espírito (?).
Não sei. Esta é uma noite sem muitas respostas para mim. Lanço as perguntas como se joga papel picotado nos arranha-céus cariocas em fim de ano. Perguntas para a vida, sobrevida, morte, certo, errado, bom, mal, amigos, inimigos, amor, paixão, momentos, eternidade e outros questionamentos semi-inexplicáveis e autointerpelações indignas de citação. Definitivamente não temos todas as respostas que gostaríamos e isto nos massacra, nos faz oscilar entre instantes de felicidade e completa resignação, mas, principalmente, traduz-se em uma busca constante de sentido para tudo que fazemos, falamos, pensamos. Esta procura é trilhada por espinhos, pedras, pessoas, fatos, problemas, contentamento, os quais juntos unem-se na busca de uma sensação comumente chamada de felicidade. Felicidade esta variável, conforme já falado, de acordo com os elementos componentes da atmosfera psicológica existente em determinado lugar, a uma certa hora e incidente sobre determinada pessoa. E você? Estava feliz quando começou a ler isto?
14/11/2008 Publicada por shirlinha
|
Se estava feliz não sei, mas agora, refletindo em muitas das coisas que v. escreveu, se referiu (concordo com o dezembro e suas hipocrisias...). Mas menina, será "inferno astral"? (rsrsrs). Bom... eu costumo dizer que tenho 364 dias pos ano de inferno astral :) ... sem rancores. Mas quer saber? De tudo que esta ante ante ante... véspera do seu niver é motivo para já ir comemorando sim. (Saudades dos meus 27 - rsrsrs). Lembre-se é de aproveitar cada momento, da melhor forma possível. O tempo passa rápido sim. Minha mãe dizia: "num piscar de olhos". Mas nada de angústias, pq, quer saber?, vale a pena sim. E cada idade tem seus sabores, suas dores e prazeres. E todas as coisas boas que conseguimos construir para nós mesmos. Espero que avise o dia do seu niver para que eu possa estar aqui deixando um beijo ainda maior que o de agora! :) Beijaço! PS: E adorei que tenha voltado a postar!!!!!
|





